Designação/Título: Aos Mortos da Grande Guerra do Concelho de Viseu


Autoria: Artur Gaspar dos Anjos Teixeira (1880-1935)


Datas Relevantes: 1927 (execução da obra) ; 1928-06-12 (inauguração da obra)


Materiais: bronze (estátua) ; granito (pedestal) ; mármore (placas epigrafadas fixas ao pedestal)


Dimensões: 190 x 165 cm (pedestal quadrangular); 210 x 75 x 100 cm (estátua)


Promotor: Câmara Municipal de Viseu


Localização: Largo Mouzinho de Albuquerque (Viseu, Viseu – Portugal)


Coordenadas GPS: 40.660578, -7.908331

Descrição

Este é um monumento de homenagem a todos os soldados do concelho de Viseu (pertencentes ao Regimento de Infantaria 14 ou ao Regimento de Artilharia 7) que tombaram no decurso da I Guerra Mundial.

A obra começa por apresentar um pedestal em granito, devidamente apoiado sobre um soco retangular de cantos cortados. O pedestal assume a forma de um paralelepípedo vertical e exibe na sua face principal duas placas de mármore branco, contendo inscrições em letras capitais. A de cima diz: «AOS MORTOS / DA / GRANDE GUERRA / DO / CONCELHO DE VISEU»; a de baixo refere apenas: «A / CAMARA MUNICIPAL».

Por baixo destas duas placas epigrafadas, destaque ainda para um painel saliente contendo a data incisa de «1928».

A estátua, elaborada em metal, apresenta-nos a figura de um soldado português, em tamanho natural, representado de pé e em vulto pleno. Embora se apresente devidamente fardado e com o capacete sobre a cabeça, o soldado não surge em posição de combate nem em pose de grande heroicidade. A posição relaxada das mãos (encostadas à parte da frente da anca) e a cabeça voltada para o chão criam a sensação de está a descansar ou num momento de divagação do pensamento. Essa ideia é depois confirmada pela colocação da arma (pousada na vertical, junto à sua perna) ou pela forma como apoia o braço esquerdo sobre um rochedo que se eleva junto a si. É precisamente na parte posterior desse rochedo que podemos encontrar mais duas inscrições. Uma delas confirma-nos a autoria da obra e a data de execução: «Anjos Teixeira / 1927». A outra identifica o responsável pela fundição: «CERA-PERDIDA / Au.TO D’ABREU / LISBOA».

Uma nota final apenas para salientar a forma cuidada e pormenorizada com que as roupas e o equipamento do soldado foram tratadas pelo escultor.

Arquivo Gráfico

Vídeo

Documentos

  • CORREIA, Alberto – Viseu. Lisboa, Editorial Presença, 1989.
  • FIGUEIREDO, António Vicente de – Viseu: S. José. História, memória e património. Viseu, Freguesia de Viseu, 2017.
  • PIRES, Nuno Fernando – O escultor Artur Gaspar dos Anjos Teixeira [dissertação de mestrado]. Lisboa, Universidade Lusíada, 1998.

Outras referências

ID da Entrada

Ruben Marques (2019-09-24)