Designação/Título: Infante D. Henrique


Autoria: Joaquim Martins Correia (1910-1999)


Datas Relevantes: 1960 (inauguração da obra na Praça da República, no mesmo ano em que se celebrava o quinto centenário da morte do Infante) ; 1987 (transferência da estátua para o lugar onde se encontra atualmente)


Materiais: bronze (estátua) ; cimento (pedestal)


Dimensões:


Promotor: Câmara Municipal de Viseu


Localização: na rotunda onde a Avenida Infante D. Henrique se cruza com a Rua de Nossa Senhora de Fátima


Coordenadas GPS: 40.656767° ; -7.920579°

Descrição

A estátua do Infante D. Henrique surge colocada sobre um pedestal de cimento, pintado de branco e com contornos mistilíneos. Nas faces frontal e posterior, esse pedestal desenvolve-se em linhas retas, mas nas extremidades laterais apresenta um desenho semicircular, surgindo escalonado em degraus.

A figura do Infante, esculpida em bronze, aparece trabalhada em vulto pleno e assume dimensões muito superiores à normal anatomia humana. Esse pormenor, aliado à encenação da pose e à presença de vários símbolos de poder, confere ao homenageado uma dose suplementar de monumentalidade.

O primeiro Duque de Viseu é apresentado de pé, com a cabeça rigidamente apontada para a frente, mas o corpo exibindo uma ligeira rotação (uma rotação que atinge o seu apogeu na zona dos pés, posicionados de tal forma que desenham entre si um ângulo de noventa graus).

A rigidez mencionada para a cabeça volta a repetir-se na representação das vestes: quer a túnica comprida que lhe cobre o corpo, quer o manto que lhe cai pelas costas, apresentam um pregueado muito simples e hirto, materializado em linhas verticais e paralelas. A propósito da indumentária, podemos ainda acrescentar a presença de um cinto na zona abdominal, de botas a cobrir os pés e de um chapéu de abas largar adornado com o tradicional panejamento.

Os dois braços de D. Henrique permanecem dobrados ao nível do cotovelo. O do lado esquerdo aninha-se junto ao peito e culmina na mão a segurar uma espada (curiosamente, os dedos envolvem a lâmina e não o cabo da arma); o braço do lado oposto projeta-se para cima e é sucedido por um ceptro, composto por esfera e cruz de Cristo. Quando analisados conjuntamente, estes dois elementos iconográficos (espada e ceptro) parecem simbolizar os mais íntimos desejos do Infante para a nação portuguesa: utilizar as navegações marítimas e as expedições militares para expandir a influência portuguesa sobre todas as terras até então conhecidas.

A base metálica da estátua, embora apresente uma simples planta retangular, é mais alta do lado esquerdo (onde assentam os pés da figura) e gradualmente mais baixa à medida que se afasta para o lado contrário. É precisamente aqui que vemos surgir uma inscrição incisa com a indicação do nome do escultor: «ESCULTOR / MARTINS / CORREIA».

Arquivo Gráfico

Vídeo

Links

Documentos

  • FIGUEIREDO, António Vicente – Viseu: Coração de Jesus. História, memória e património. Viseu, Freguesia de Viseu, 2017.
  • RODRIGUES, Dalila ; SILVA, Alcina; CORREIA, Maria João Pinto (coord.) – Ícones e encenações: património histórico de Viseu [catálogo]. Viseu, edição IPM/CMV, 2002.

Outras referências

ID da Entrada: NTGD.2019.0012

Ruben Marques (2019-08-24)