Designação/Título: Meu Jardim Secreto (2019)


Autoria: José Cirillo com colaboração de Maria Marta Tomé, Ernandes Zanon, Penha de Souza e Erani Soares


Datas Relevantes: inauguração 20 de agosto de 2019


Materiais: dobradura em papel, folhas e espaço


Dimensões: variadas (área 100m2)


Promotor: Programa de Mestrado em Artes e COLARTES


Localização: Universidade Federal do Espírito Santo (ES, -Brasil)


Coordenadas GPS: -20.279.663, -40.303.764

Descrição

“Meu Jardim Secreto” é uma proposta de intervenção na paisagem que busca trabalhar as questões da arte pública em sua dimensão interativa.

Composta por centenas de Tsurus, dobraduras em papel do tipo origame, esse objeto se coloca no caminho entre duas passarelas que unem prédios da escola de Belas Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (Brasil). O projeto poeetico da obra toma para si dois conceitos: o de jardim (intimamente ligado ao conceito de paisagem) e a lenda japonesa dos tsurus.

Essa dobradura representa uma ave sagrada, companheira dos eremitas que se refugiavam nas montanhas para meditar. Se tomamos os conceitos de paisagem,principalmente no que se refere à seu conceito, pode-se afirmar que a paisagem é o que se vê depois de olhar (Maderuelo, 2019). Segundo esse mesmo autor, a cultura dos jardins está diretamente relacionada ao surgimento do conceito de paisagem, pois são construídos para a apreciação.

Nessa ideia de apreciar o espaço que nos cerca, construímos nossos jardins secretos que compartilham memórias, histórias e materialidades. A matéria aqui compartilhada é a pequena dobradura que tem em seu conceito a ideia de compartilhamento.

Diz a lenda japonesa que se a pessoa fizer 1000 tsurus, usando a técnica do origami, e se ela o fizer em prol de um desejo, ele poderá se realizar. Ele está associado às orações e são oferecidos nos templos acompanhados de pedidos de proteção

Partimos do principio de que esse traço da cultura oriental, amplamente associado no ocidente, tem uma forte  capacidade de provocar a interação entre os sujeito e a obra, no nosso caso, o jardim. Esse espaço de passagem entre duas edificações da escola de artes configura-se como um vazio de percepções que a obra pretende fraturar.

Caminhar pela passarela, tomado de assalto pelos grandes círculos que parecem flores no campo, leva o transeunte a perceber o espaço, bem como perceber-se como parte integrante dele.

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Outras referências

ID da Entrada: NTGD.2019.0018

José Cirillo (2019-08-28)